segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Dia da Independência - 07 d Setembro de 1822


DIA 07 DE SETEMBRO - DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

O Brasil desde sua descoberta em 1500 não era visto além de uma mera colônia Portuguesa, não possuindo quaisquer liberdades como Estado próprio sendo subjugado econômica, cultural e politicamente. A exploração dos recursos e riquezas já não contentavam os colonos locais, que aos poucos se insurgiam no interesse separatista.

A ideia de liberdade, ocorrida graças à Independência das colônias norte americanas em 1776 começou a inspirar os ideais de liberdade por todas as colônias ora instaladas, dentre elas a da Terra de Santa Cruz. Neste período ocorre também a Revolução Francesa, inspiradas nos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que pôs fim aos regimes absolutistas europeus e ascendendo os interesses burgueses.

Os movimentos reacionários como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana começaram a surgir porém estes foram sufocados pela coroa Portuguesa.

Dom João VI, que se encontrava no Brasil por conta do refúgio contra as tropas francesas, percebia o risco que pairava sobre a coroa no Brasil e passaa proibir as sociedades secretas, em especial à Maçonaria, principal articuladora da Independência.

Gonçalves Ledo, político e jornalista brasileiro, escreve em 20 de maio de 1822 carta ao Príncipe Regente, Dom Pedro I com o seguinte teor:

"Quando uma nação muda seu modo de existir e pensar, não pode, nem deve tornar a ser governada como era antes da mudança. O Brasil, elevado à categoria de reino, reconhecido por todas as potências (...), tem inquestionável jus a reempossar-se da porção de soberania que lhe compete porque o estabelecimento da ordem constitucional é um negócio privativo de cada povo. A natureza não formou satélites maiores que seus planetas. A América deve pertencer à América, a Europa à Europa; porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas o espaço imenso que as separa. O momento para estabelecer-se um perdurável sistema, e ligar todas as partes do nosso grande todo é este. Desprezá-lo é insultar a Divindade em cujos decretos ele foi marcado, e por cuja lei apareceu na cadeia do presente. Tu já conheces os bens e os males que te esperam e à tua prosperidade. Queres? Não Queres? Resolve, Senhor."

Dom Pedro I declara então, que as tropas portuguesas que desembarcassem em solo tupiniquim são inimigas.

O ano de 1822 foi um ano de muito tumulto, para o Regente, começando pelo Dia do Fico, quando contrariando as ordens da corte portuguesa e aderindo à causa brasileira, permanece no Brasil.

O Dia da Indepedência


Em 07 de Setembro de 1822 Dom Pedro recebe, às margens do Rio Ipiranga diversos documentos, entre eles uma carta do Rei Dom João VI, , uma carta da Imperatriz Leopoldina, uma carta de Chamberlain, agente secreto do príncipe e instruções da corte Portuguesa determinando seu imediato retorno a Portugal e a prisão de José Bonifácio de Andrada e Silva.
José Bonifácio escreve também ao Regente dizendo:

"Senhor, as Cortes ordenaram a minha prisão por minha obediência a V. Alteza e no seu ódio imenso de perseguição atingiram também aquele que se preza em o servir com lealdade e dedicação do mais fiel amigo e súdito. O momento não comporta mais delongas e condescendências. A revolução já era preparada para o dia de sua partida. Se arte, temos a revolução do Brasil contra Portugal e Portugal atualmente não tem recursos para subjugar um levante, que é preparado ocultamente para não dizer quase visivelmente. Se fica, tem V. Alteza contra si o povo de Portugal, a vingança das Cortes, que direi?! Até a deserdação, que dizem já estar combinada, Ministro fiel que arrisquei tudo por minha Pátria e pelo meu Príncipe servo obedientíssimo do Senho D. João VI, que as Cortes tem na mais detestável coação, como Ministro, aconselho a V. Alteza que fique e faça do Brasil um reino feliz, separado de Portugal, que é hoje escravo das Cortes despóticas. Senhor, ninguém mais do que sua esposa deseja a sua felicidade e ela lhe diz em carta que com esta será entregue que V. Alteza deve ficar e fazer a felicidade do povo brasileiro, que o deseja como soberano, sem ligações e obediências às despóticas Cortes portuguesas que querem a escravidão e a humilhação do seu adorado Príncipe Regente.
Fique é o que todos pedem ao Magnânimo Príncipe que é V. Alteza, para orgulho e felicidade do Brasil. E se não ficar, correrão rios de sangue nesta grande nobre terra querida do ser Real Pai, que já não governa em Portugal, pela opressão das Cortes; nesta terra que tanto estima V. Alteza e a quem tanto V. Alteza estima"


Em resposta a essa carta Dom Pedro conclama:

"As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do Governo portugês e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal."

O Verdadeiro Hino da Independência

O Hino da Independência foi composto por Evaristo da Veiga e sua música atribuida à Dom Pedro I. Segundo a tradição, Dom Pedro teria escrito a musica às quatro horas da tarde do dia 07 de Setembro de 1822.

O Hino foi adotado como Hino Nacional, porém com a queda de popularidade de Dom Pedro I, que redundou em sua abdicação ao trono, o hino passou a ser desprestigiado, por conta de sua associação com o Imperador. Algumas estrofes foram suprimidas e aqui se encontram em negrito:

Já podeis da Pátria filhos
Ver contente a Mãe gentil,
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil
Já raiou a Liberdade
Já raiou a Liberdade
No Horizonte do Brasil

        Refrão
       Brava Gente brasileira
       Longe vá, temor servil
       Ou ficar a Pátria livre
       Ou morrer pelo Brasil
       Ou ficar a Pátria livre
       Ou morrer pelo Brasil

Os grilhões que nos forjava
da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa
Zombou deles a do Brasil
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles a do Brasil

Refrão

O Real Herdeiro Augusto
Conhecendo o engano vil,
Em despeito aos tiranos
Quis ficar no seu Brasil
Em despeito aos tiranos
Em despeito aos tiranos
Quis ficar no seu Brasil

Refrão

Ressoavam sombras tristes
Da cruel Guerra Civil
Mas fugiram apressadas
Vendo o Anjo do Brasil
Mas fugiram apressadas
Mas fugiram apressadas
Vendo o Anjo do Brasil

Refrão

Mal soou na terra ao longe
Nosso grito varonil
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil
Nos imensos ombros logo
Nos imensos ombros logo
A cabeça ergue o Brasil

Refrão

Filhos clama, caros filhos
E depois de afrontas mil
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil
Que a vingar a negra injúria
Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-vos o Brasil

Refrão

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil

Refrão

Mostra Pedro a vossa frente
Alma intrépida e viril,
Tendo nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil
Tendo nele o Digno Chefe
Tendo nele o Digno Chefe
Deste Império do Brasil

Refrão

Parabéns, ó Brasileiros
Já com garbo varonil
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil
Do Universo entre as Nações
Do Universo entre as Nações
Resplandece a do Brasil

Refrão

PARABÉNS A TODOS OS BRASILEIROS QUE POR SUAS ATITUDES, HONRAM E DIGNIFICAM O LEMA "INDEPENDÊNCIA OU MORTE"

Nenhum comentário:

Postar um comentário